Diretor de Descontrole leva Fiuk à Justiça após declarações sobre filme milionário

O diretor de Descontrole leva Fiuk à Justiça após o cantor e ator divulgar declarações públicas sobre os bastidores do projeto cinematográfico dedicado ao universo do drift. André Luís Camargo, responsável pela direção do longa, e a produtora Owner Entertainment afirmam que as versões apresentadas pelo artista não correspondem aos fatos e podem prejudicar a reputação das pessoas e empresas envolvidas. Medidas nas áreas cível e criminal teriam sido adotadas depois de Fiuk alegar que foi excluído de uma produção idealizada por ele e que o projeto continuou com outro título. A controvérsia envolve acusações sobre autoria, investimentos financeiros, captação de patrocinadores e aproveitamento de materiais produzidos durante as primeiras filmagens.
Diretor de Descontrole leva Fiuk à Justiça e contesta acusações
Em nota pública, a Owner Entertainment declarou que as afirmações feitas por Fiuk atribuem ao diretor e à produtora condutas consideradas inverídicas. Conforme a empresa, o conteúdo divulgado pelo artista poderia caracterizar ofensas contra a honra, razão pela qual providências legais foram iniciadas. André Luís também afirmou que Fiuk já havia sido notificado oficialmente para conhecer a versão da produtora, mas, mesmo assim, decidiu expor publicamente sua interpretação dos acontecimentos. Entretanto, os detalhes dos processos, como os pedidos apresentados, os valores eventualmente solicitados e as acusações específicas, ainda não foram amplamente divulgados. Portanto, caberá à Justiça avaliar se as falas ultrapassaram os limites da manifestação pessoal ou se representam o exercício legítimo do direito de narrar uma experiência profissional.
Fiuk afirma que foi retirado do próprio projeto
Segundo Fiuk, a ideia de produzir um filme sobre drift nasceu de sua paixão por carros e derrapagens controladas. O artista sustenta que participou da construção do projeto durante anos, colaborou com o roteiro e investiu recursos próprios, embora não tenha revelado o valor supostamente aplicado. Além disso, sua assessoria informou que nenhum contrato definitivo chegou a ser assinado. Fiuk afirma que, posteriormente, decisões importantes teriam sido tomadas sem sua participação e que seu nome teria sido utilizado durante negociações com possíveis patrocinadores. O cantor também declarou que um dos apoiadores financeiros demonstrou interesse em protagonizar a obra, o que teria provocado mudanças na configuração do elenco e da produção. Na versão dele, o filme continuou sendo desenvolvido sem sua presença, apesar do envolvimento criativo existente desde o início.
Produtora diz que projeto original foi encerrado
André Luís apresenta uma versão diferente. De acordo com o diretor, “Descontrole” foi encerrado há mais de um ano, depois de dificuldades para formalizar a participação de Fiuk e de divergências criativas entre os envolvidos. A Owner Entertainment afirma que enviou um contrato ao artista, porém não recebeu retorno, mesmo após diversas tentativas de contato. Dessa forma, segundo a produtora, não foram estabelecidas exclusividade, cessão de direitos ou parceria jurídica entre as partes. A empresa também sustenta que as gravações realizadas na fase preliminar foram descartadas e não foram utilizadas para captar recursos ou desenvolver projetos posteriores. Consequentemente, o novo longa chamado “Asfalto” seria uma obra independente, criada do zero e sem ligação jurídica ou autoral com “Descontrole”. Essa diferença entre as versões está no centro da disputa e deverá ser esclarecida com documentos, mensagens, roteiros, contratos e registros de propriedade intelectual.
Produção previa cenas grandiosas e orçamento milionário
“Descontrole” foi anunciado em 2025 com orçamento estimado em mais de R$ 20 milhões e prometia apresentar cenas automobilísticas de grande escala. Fiuk interpretaria Dori, um piloto de drift com passado misterioso, enquanto profissionais com experiência em produções internacionais de ação seriam incorporados à equipe. As primeiras imagens foram gravadas em novembro de 2024, no Píer da Barra Norte, em Balneário Camboriú, Santa Catarina. Uma das sequências teria mobilizado mais de 50 carros, um helicóptero e aproximadamente 100 profissionais, com custo estimado acima de R$ 700 mil. Posteriormente, em maio de 2025, outra gravação ocorreu no Centro de Campinas, no interior de São Paulo, reunindo mais de 100 veículos e cerca de 150 figurantes. Apesar da estrutura mobilizada, o filme não foi concluído nem recebeu uma data oficial de lançamento.
Produtor executivo também rebate versão de Fiuk
Jonathan Neves, conhecido como JJ, piloto de drift e produtor executivo ligado às filmagens, também contestou as declarações do artista. Ele afirmou que Fiuk não investiu dinheiro diretamente no longa e que, ao contrário, a participação do cantor teria gerado aproximadamente R$ 150 mil em despesas. Segundo Jonathan, os custos incluíram hospedagens, alimentação, transporte por guinchos e disponibilização de um Porsche 911. Além disso, o produtor declarou que o nome do ator teria dificultado negociações com determinadas empresas interessadas em financiar a obra. Fiuk, por sua vez, mantém a alegação de que dedicou tempo, criatividade e recursos ao desenvolvimento da produção. Como nenhuma prestação de contas completa foi apresentada publicamente, não é possível determinar qual versão financeira está correta. Assim, os investimentos e prejuízos alegados deverão ser comprovados por notas fiscais, transferências bancárias, contratos e registros contábeis.
Fiuk anuncia novo filme sobre drift após disputa
Mesmo diante da controvérsia, Fiuk afirma que não desistiu de levar o automobilismo para o cinema. O cantor anunciou o desenvolvimento de um novo projeto chamado “Espírito Máquina”, que terá outra história e deverá ser construído com uma estrutura jurídica mais clara para proteger sua participação e eventual autoria. Ele chegou a declarar que estaria disposto a vender carros, guitarras e outros bens pessoais para financiar a produção. Enquanto isso, André Luís e a Owner Entertainment trabalham em “Asfalto”, descrito como um filme inédito de ação com carros. Portanto, ao mesmo tempo que o diretor de Descontrole leva Fiuk à Justiça, três frentes diferentes parecem ter surgido do projeto inicial: a obra planejada pelo cantor, o longa produzido por André Luís e uma produção independente de Jonathan Neves. Agora, além das decisões judiciais, o público deverá acompanhar se alguma dessas propostas conseguirá chegar efetivamente às telas.



